Coração Curumim Explica: fisioterapia respiratória na criança cardiopata

No último post da série “Coração Curumim Explica” o tema debatido foi a atividade física no cardiopata. No texto de hoje a pauta abordada será a fisioterapia respiratória na criança cardiopata. Confiram!

A fisioterapia respiratória é parte integrante na gestão dos cuidados do paciente cardiopata, tanto no pré quanto no pós-operatório, pois as crianças com cardiopatia congênita frequentemente desenvolvem alterações da mecânica respiratória. Além disso, a cirurgia cardíaca pode levar a algumas complicações pulmonares e a fisioterapia contribui significativamente para um melhor prognóstico desses pacientes. A fisioterapia no período pré e pós-operatório está indicada em cirurgia cardíaca pediátrica com o objetivo de reduzir o risco das complicações pulmonares, bem como tratá-las, pois contribui para a respiração adequada, redução do trabalho respiratório e o sucesso da extubação.

A ocorrência de complicações pulmonares no pós operatório é bastante comum, dentre elas destacam-se a atelectasia e a pneumonia.

A atelectasia, definida como colapso (“fechamento”) de uma determinada região do pulmão, é a complicação mais comum no pós-operatório de cirurgia cardíaca. No pós-operatório o paciente geralmente encontra-se intubado (respirando por aparelho) e nessa situação não consegue tossir; portanto, a secreção do pulmão é retirada com ajuda da aspiração e fisioterapia. Quando há muita secreção, pode ocorrer a atelectasia.

No pré-operatório, a fisioterapia utiliza técnicas para facilitar a respiração e melhorar a oxigenação no sangue. As técnicas utilizadas pela fisioterapia no pós-operatório, indicadas de forma individual e criteriosa, são seguras, fáceis de aplicar e podem ser utilizadas durante todo período pós-operatório. Existem diferentes técnicas e cada uma tem ação específica para a recuperação da função pulmonar e da mecânica respiratória.

Desta forma, a fisioterapia respiratória busca o melhor meio de alcançar seus principais objetivos, sendo eles a reexpansão pulmonar, desobstrução das vias aéreas e otimização da recuperação. Sempre com muita atenção e dedicação para contribuir de forma segura e efetiva com o melhor resultado para estes pequenos corações especiais.

Por Luara Fernandes Argenton, formada pela Universidade São Francisco com especialização em fisioterapia neonatal e pediátrica pela PUC Campinas.

A série “Coração Curumim Explica” pretende trazer toda semana artigos sobre assuntos que trabalhem com o tema coração e a cardiopatia congênita.

Imagem em destaque: Pixabay.

Equipe Curumim

AATCC – Associação de Apoio ao Tratamento das Crianças Cardiopatas – Coração curumim

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